“A Noite e o Dia de Miguel Burnier” conquista principal prêmio do Fica 2026

Produção de João Dumans vence Melhor Longa-Metragem na Mostra Washington Novaes; cerimônia de encerramento também celebra produções goianas, indígenas e homenagens

Por: Redação

O grande vencedor da principal competição do Fica 2026, a Mostra Washington Novaes, foi o longa-metragem A Noite e o Dia de Miguel Burnier, dirigido por João Dumans. A obra conquistou o prêmio Cora Coralina de Melhor Longa-Metragem, o mais importante do Fica, no valor de R$ 35 mil, e também garantiu ao diretor o prêmio Carmo Bernardes de Melhor Direção.A cerimônia de premiação reuniu realizadores, jurados e público no Cine Teatro São Joaquim, na manhã deste domingo (21/6), na cidade de Goiás, para celebrar os destaques das mostras competitivas. A solenidade foi marcada pelo reconhecimento a produções nacionais e internacionais, além de homenagens.

Um dos momentos mais emocionantes foi o reconhecimento ao ator Felipe Bragança. Visivelmente comovido, ele destacou a relação afetiva construída com o festival ao longo dos anos.

“Eu nunca me senti tão goiano quanto agora. Receber essa homenagem aqui é como voltar para casa”, afirmou.

O festival também celebrou o artista visual Dalton Paula e o cineasta e pesquisador Paulo Coelho Nunes (in memoriam), por suas relevantes contribuições para a arte, a cultura e o audiovisual brasileiro.

Ainda na Mostra Washington Novaes, o prêmio Acari Passos de Melhor Curta ou Média-Metragem foi concedido a Bablooi, de Mohammad Ehsani. Já ROL, o rio levava as manchas da vida, de Selma Parreira, recebeu o prêmio João Bennio de Melhor Filme Goiano. O documentário Pau d’Arco, de Ana Aranha, conquistou Menção Honrosa e também foi escolhido como melhor filme pelo Júri Jovem e pelo Júri da Imprensa.

Pela primeira vez na história do festival, o prêmio Luiz Gonzaga Soares, concedido pelo Júri Popular, terminou empatado. A premiação foi dividida entre A Tragédia do Lobo-Guará, de Kimberly Palermo, e A Lenda dos Cavaleiros da Água, de Helen Quintans.

Na Mostra do Cinema Goiano, o grande destaque foi Atravessa Minha Carne, de Marcela Borella, vencedor do prêmio de Melhor Longa-Metragem e também reconhecido nas categorias Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem e Melhor Trilha Musical.

“Levar quatro prêmios na Mostra Goiana é muito especial. O Fica é hoje a principal janela para os longas-metragens em Goiás”, comemorou a diretora.

O curta Canto, de Danilo Daher Alvarenga, também se destacou ao vencer nas categorias Melhor Curta-Metragem, Melhor Direção de Curta, Melhor Roteiro e Melhor Direção de Arte.

Outros premiados da mostra foram Som e Movimento, de Silvana Beline, vencedor em Melhor Direção de Longa; Larissa Braga, premiada por Melhor Atuação em Canto; e Aristóteles Cardoso Tothi, por Melhor Som em Vasta Natureza de Minha Mãe.

Na Mostra Becos da Minha Terra, Todo Ser Humano, de Ismael Lombardi, conquistou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Direção. Já Espelho de Vênus venceu nas categorias Melhor Montagem e Melhor Roteiro, enquanto Super 8, de Michel Queiroz, recebeu o prêmio de Melhor Som.

A Mostra Indígena e de Povos Tradicionais premiou Wilfred Buck, dirigido por Lisa Jackson, como Melhor Longa-Metragem. O prêmio de Melhor Curta ficou com O Brilho da Herança, de Deco Machado. O júri também concedeu Menção Honrosa ao documentário Thutalinãnsu, de Helena Corezomaé, em reconhecimento à valorização do protagonismo feminino indígena e da organização coletiva das mulheres.

Após cinco dias de exibições, debates e atividades culturais, o Fica 2026 encerra sua maior edição reafirmando o cinema como ferramenta de reflexão, memória e transformação social, além de consolidar Goiás como um importante polo de produção e difusão audiovisual.

Encerramento


A 27ª edição do Fica será encerrada com o show do cantor Marcelo Falcão, neste domingo (21), às 19h30, no Palco Beira Rio, celebrando mais uma edição histórica do festival na cidade de Goiás.Sobre o festival

Em 2026, o festival realiza sua maior edição de todos os tempos em ações formativas, reunindo mais de 100 atividades entre mostras competitivas, debates, oficinas, exposições, atrações culturais e ações de educação ambiental, ampliando sua programação, fortalecendo parcerias institucionais e reafirmando seu papel como referência internacional na promoção da sustentabilidade, da formação cidadã e do diálogo entre cultura, ciência e meio ambiente.O evento é promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás), em correalização com a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Fundação RTVE, e colaboração estratégica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Saneago.O festival conta ainda com a cooperação da Unesco, por meio de sua Cátedra Saberes Patrimoniais, Biodiversidade e Cidadania; Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI); Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por meio do Museu dos Povos Indígenas; e MapBiomas.Somam-se aos parceiros as secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), da Saúde (SES), de Esporte e Lazer (Seel), da Educação (Seduc), da Economia, de Desenvolvimento Social (Seds) e da Retomada. Integram ainda a realização o Goiás Social, Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, a Polícia Militar de Goiás, Universidade Estadual de Goiás (UEG), Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Senac Goiás, Prefeitura de Goiás, Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), e Festival Lanterna Mágica.

Fica 2026 – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental

16 a 21 de junho de 2026
Cidade de Goiás (GO)
fica.go.gov.br
@fica.secultgoias

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Cléia Araújo é jornalista, radialista e apresentadora com mais de 20 anos de experiência na comunicação. Atuou em importantes veículos de imprensa e é fundadora do portal Eu Tô que Tô, plataforma dedicada ao entretenimento, cultura, comportamento e celebridades, unindo informação, credibilidade e paixão pela comunicação.
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