Outubro Rosa amplia debate sobre câncer de mama e vida profissional das mulheres

Diagnóstico e tratamento podem afetar rotina, renda e permanência no mercado de trabalho, colocando empresas diante do desafio de criar ambientes mais preparados para acolher e reintegrar profissionais

Por: Redação
Créditos: Magnific

O Outubro Rosa tradicionalmente coloca em evidência a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Mas, para muitas mulheres, os efeitos da doença ultrapassam o consultório e chegam a outras dimensões da vida, entre elas a profissional. O tratamento pode exigir afastamentos, mudanças na rotina, adaptações físicas e emocionais e, em alguns casos, até interromper temporariamente uma trajetória construída ao longo de anos.

A dimensão do problema ajuda a explicar por que essa discussão merece espaço também dentro das empresas. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 78.610 novos casos de câncer de mama feminina para cada ano do triênio 2026-2028, o que faz da doença o câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.

A relação entre câncer de mama e trabalho também envolve a própria exposição ocupacional. Segundo o INCA, a eliminação de determinados agentes cancerígenos presentes em processos de trabalho poderia evitar até 5,13% dos casos de câncer de mama em mulheres no Brasil. Entre os fatores associados estão exposições a radiações ionizantes, determinados agentes químicos e o trabalho noturno.

Mas o impacto profissional não se limita à prevenção dos riscos. Estudos publicados na Revista Brasileira de Cancerologia apontam que o tratamento do câncer de mama pode provocar alterações funcionais, sociais e psicológicas capazes de afetar papéis relacionados ao trabalho. Outro estudo do periódico identificou que as consequências do tratamento podem estar relacionadas à diminuição ou interrupção de atividades, incluindo o trabalho remunerado.

Para Janine Brito, presidente do LIDE Mulher Brasília e CEO da Pinheiro Ferragens e do Grupo Pinheiro de Brito, esse cenário exige que as empresas ampliem a forma como enxergam o Outubro Rosa. Para ela, a campanha não deveria terminar nas ações de conscientização realizadas durante o mês. “Quando uma mulher recebe um diagnóstico de câncer, ela não deixa de ser profissional, líder, empreendedora ou parte importante de uma equipe. Ela passa a enfrentar uma situação que pode exigir adaptações e um período diferente na sua trajetória. A empresa precisa entender isso e estar preparada para acolher essa profissional, sem fazer com que o diagnóstico signifique o fim de uma carreira”, afirma.

A empresária defende que políticas de acolhimento sejam pensadas antes de situações como essa acontecerem. Flexibilidade de horários, possibilidade de adaptação das atividades, respeito ao período de tratamento e planejamento para o retorno são algumas das medidas que podem contribuir para preservar o vínculo entre profissionais e organizações.“Uma empresa verdadeiramente preparada não é aquela que faz uma campanha bonita em outubro. É aquela que sabe como agir quando uma colaboradora precisa se afastar para cuidar da saúde e, principalmente, como recebê-la quando ela estiver pronta para voltar. É preciso ter escuta, respeito e flexibilidade”, explica a empresária.

A discussão também passa pela saúde ocupacional. O dado do INCA sobre fatores relacionados ao trabalho mostra que o ambiente profissional pode fazer parte tanto da prevenção quanto do debate sobre saúde das trabalhadoras. A identificação de riscos e a adoção de medidas de proteção são responsabilidades que precisam estar incorporadas à gestão das organizações.

Para Janine, porém, existe ainda uma dimensão humana que não pode ser esquecida. O retorno ao trabalho pode representar para uma mulher não apenas a retomada de uma fonte de renda, mas também de autonomia, identidade e vínculos construídos ao longo da vida. “O trabalho muitas vezes representa independência financeira, autoestima e pertencimento. Quando uma mulher passa por um tratamento longo, preservar esse vínculo pode ser muito importante. Por isso, precisamos falar sobre câncer de mama também sob a perspectiva da carreira e da autonomia econômica”, afirma.

A empresária acredita que o tema também deve estimular uma mudança na cultura organizacional. Em vez de tratar o diagnóstico como uma questão exclusivamente individual, as empresas podem criar mecanismos que permitam enfrentar períodos de adoecimento sem romper automaticamente os vínculos profissionais.

Com isso, o Outubro Rosa ganha uma dimensão que vai além da prevenção: discutir como as mulheres podem continuar tendo acesso à autonomia, à renda e às suas carreiras mesmo diante de um diagnóstico de câncer de mama. Para as empresas, o desafio é transformar o acolhimento em prática permanente, e não apenas em uma campanha de calendário. Por outro lado, a colaboradora que está em um tratamento tão importante, precisa ocupar seu lugar na empresa, de forma a não ter seu cargo definitivamente ocupado por quem a substitua durante o tratamento. Neste caso, a minha recomendação é que a lei não imponha total afastamento das colaboradoras, e, nem estas,  se mostrem totalmente inábeis a exercerem determinadas funções que, cujo trabalho somente lhes trará ânimo e força para enfrentar a doença.

Sobre a Pinheiro Ferragens – Fundada em 1960, a empresa nasceu com o objetivo de comercializar aço para a construção civil. De base familiar e pioneira na capital, foi responsável por oferecer grande parte dos materiais para a construção de Brasília. Atualmente, a empresa trabalha com um mix de mais de dois mil produtos comercializados e industrializados. Localizada no Setor de Indústrias de Brasília e Taguatinga, a loja possui moderna estrutura e serviços diferenciados. 

 

Assista os vídeos institucionais da Pinheiro Ferragens: 

https://www.youtube.com/watch?v=Fj3vzzAvijk&list=WL&index=4

https://www.youtube.com/watch?v=tbAINAexhSI&list=WL&index=2

SERVIÇO:

Pinheiro SIA

Telefone: (61) 3012-8181

SIA Trecho 2/3 em frente ao SEBRAE

Pinheiro Taguatinga

Telefone: (61) 3354-8181

QI 11 Lotes 2/26 Taguatinga/DF

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Cléia Araújo é jornalista, radialista e apresentadora com mais de 20 anos de experiência na comunicação. Atuou em importantes veículos de imprensa e é fundadora do portal Eu Tô que Tô, plataforma dedicada ao entretenimento, cultura, comportamento e celebridades, unindo informação, credibilidade e paixão pela comunicação.
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